No dia 01/14 de Janeiro (calendário eclesiástico), a Igreja Ortodoxa comemora a Circunsição na carne de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como a memória de São Basílio o Grande, Arcebispo de Cesaréia.
A Festa da Circunsição conecta o Nascimento de Cristo e a Teofania no calendário litúrgico. A nível de Iconologia (Teologia da Iconografia) todas estas festividades sêlam o caráter dogmático do Ícone, conferindo-lhe seu evidente lugar na Igreja.
São festividades e comemorações de fatos (atos) da vida de Cristo, na carne. O Homem-Deus submete-Se à toda Lei judaica: Circunsição na carne, Entrega ao Templo... Esta realidade afirma tanto a função do ícone como confirma nossa salvação, pela fé no Deus que Se faz homem por nós.
"Pelo Seu Nascimento, Cristo derruba o muro de separação e reduz à nada o culto dos ídolos. Face visível do Deus Invisível – Sua imagem (eikon, em grego) – Ele torna-Se circunscrítivel pela Sua inserção no espaço e no tempo. Pelo fato de ter-se assim manifestado, Ele pode ser representado. Mas, não de qualquer maneira! A história da Cristandade é, em efeito, um emaranhado de tentações que conduziram alguns a negar a divindade de Cristo, ou ao contrário, Sua plena humanidade. O anúncio ao mundo do Cristo “verdadeiro Deus e verdadeiro Homem” implica o fato de representá-Lo em Sua divino-humanidade."
Tropário: Deus por essência, Tu assumiste uma natureza humana, sem sofreres qualquer mudança, ó Senhor cheio de misericórdia. Cumprindo plenamente a Lei, Tu quiseste sujeitar-Se à circunsição da carne, dissipando, assim, as figuras e retirando o véu das nossas paixões. Glória à Tua bondade! Glória à Tua misericórdia! Glória, ó Verbo, à Tua indizível condescendência!
Kondákion: O Senhor de todos submeteu-Se à circunsição. Ele que é bom, apaga as faltas dos mortais e dá hoje a salvação ao mundo. No mais alto dos Céus rejubila também o Hierarca do Criador, Basílio, o iluminador e iniciado nos mistérios de Cristo.
Fonte: Blog do Atelier São Lucas